vigio teu banho que o calor embaça
me turva a vista
atiça a imaginação
que flutua em pensamentos tomados
pelos desenhos que a cumplicidade dispersa
da espuma com seu corpo faz
tocando cada parte que há pouco me cobria
a água que escorre em você
adentro das curvas há pouco minhas
você que há pouco eu
meu gozo que há pouco seu
você sente o toque dos meus olhos
cola teu corpo ao vidro
desenho de vitral
catedral da única fé que conheço
abro a porta ajoelho
e com a boca em você
rezo 

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